17 de outubro de 2012

Genérico, de marca ou similar?



O remédio de marca dispensa comentários. Foi testado, comprovado, passou por órgão de ética em pesquisa, recebeu número e, em fim, faz o efeito ao qual se propõe.

O remédio genérico possui composição idêntica ao de marca e fazem igual efeito. É absorvido na mesma fração e velocidade e pode substituir o remédio de marca. Em baixo do nome da medicação você achará a frase: - medicamento genérico - Lei 9787/99. 

O remédio similar é similar, MAS não é igual, é similar. Em alguma coisa ele é diferente do remédio de marca e possivelmente o efeito não é o mesmo, por isso NÃO SERVE PARA TOMAR O LUGAR DO REMÉDIO DE MARCA QUE SEU MÉDICO PRESCREVEU. Falta a eles os testes de bioequivalência que dizem se o remédio age da mesma forma que o demarca ou não.

FATO: todo mundo quer comprar mais barato.

FATO: balconista que vender mais barato e fazer você comprar mais e voltar sempre.

FATO: a indústria farmacêutica quer vender.

FATO: você está comprando remédio barato sem ter a certeza que irá curar-se. A indústria farmacêutica que vender e o farmacêutico quer ficar com seu emprego. 

Neste meio desta guerra você está só. Consultar o médico duas vezes só se for pagando. E vai confiar e trocar a medicação confiando numa pessoas que depois nem poderá processar. O médico passou uma coisa e você tomou outra. Algo deu errado. A quem você vai recorrer? A justiça para mexer com ... 

Então o que fazer?

NÃO COMPRE REMÉDIO SIMILAR;
RESPEITE A PRESCRIÇÃO MÉDICA;
TIRE SUAS DÚVIDAS NA HORA DA CONSULTA: "- Doutor, este remédio pode ser trocado por um mais barato? Qual?";
SIGA A RECOMENDAÇÃO MÉDICA, DA ENFERMAGEM, DA FISIOTERAPIA OU DA PESSOAS QUE VOCÊ CONSULTOU.

16 de outubro de 2012

Lenda da Mandioca




Nasceu uma indiazinha linda e a mãe e o pai tupis espantaram-se:
- Como é branquinha esta criança!

Chamaram-na de Mani. Comia pouco e pouco bebia.

Mani parecia esconder um mistério. Uma bela manhã, Mani não se levantou da rede.
O Pajé deu ervas e bebidas à menina. Mani sorria, muito doente, mas sem dores.
E sorrindo Mani morreu.

Os pais  enterraram-na dentro da própria oca e regaram a sua cova com água, como era costume dos índios tupis, mas também com muitas lágrimas de saudade.

Um dia, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa. A plantinha desconhecida crescia depressa.

Poucas luas se passaram e ela estava alta, com um caule forte que até fazia a terra rachar ao redor.
- Vamos cavar? - comentou a mãe de Mani.
Cavaram um pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos indiozinhos. Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mani.
- Vamos chamá-la de Mani-oca. - resolveram os índios.

Transformaram a planta em alimento.
E até hoje, entre os índios do norte e do centro do Brasil, este é um alimento muito importante.
E em todo o Brasil (e não só!), quem não gosta da Mandioca?

PSA

9 de outubro de 2012

A Lenda do Guaraná


Página integrante da seção de Lendas do site de Rosa Clement




A lenda do Guaraná


Um belo casal de índios 
De forte tribo Manués
Viviam na paz e amor
Dia todo nos cafunés
Só um defeito tinham
Por mais que eles queriam
Ficavam no arrastapés.

Um dia estes ameríndios
Pediram ao seu deus Tupã
Uma linda criança
Para alegrar a manhã
O dia, tarde e noite
Não levaria açoite
Da tribo era o talismã.

O menino ficou lindo
Crescido, bom e amoroso
Chamava até atenção
Por ser tão maravilhoso,
Mas quando mal aparece
O firmamento estremece
Com Jurupari invejoso.

Este diabo mal fazejo
Resolveu o índio matar
Aquela pobre criança
Sem um sinal demonstrar
Transformou-se numa cobra
Escondeu-se como corda
Pra aquela criança calar.

Jurupari esperou
A criança apareceu
Caminhando no mato
Não viu quem lhe mordeu
Esmoreceu e ali caiu
Agonizando grunhiu
Sem muito sofrer morreu.

Deus Tupã enfurecido
Começou trovões soltar 
Relâmpagos na aldeia
Todos a desesperar
A mãe logo percebeu
A mensagem de seu deus
E foi logo revelar.

Ordenou a aldeia de índios
Que eles fossem a orta plantar
Olhos daquele menino
Para esperar enraizar
Assim eles procederam
Daqueles olhos nasceram
Poderoso guaraná.

O guaraná é uma planta
Forte e bem poderosa
A mulher gosta de usar
Para ficar preciosa
O homem fica vistoso
Forte muito poderoso
Mesmo sendo amargosa.

Esta é a lenda que nos conta
O poder do guaraná
Todo mundo conhece
E usa para trabalhar
Aquele que desconhece
Fraco e manso envelhece
Sem do pó experimentar.

3 de outubro de 2012

As Chagas da Pós-graduação

As Chagas da Pós-graduação


Meu nome é Fabiano
Eu vou passar com fervor
Passos sofridos e árduos
Que servirão sem temor
A qualquer estudante
Que quer ser pesquisador.

Em primeiro vem a idéia
Não seja complicada
Pensar em algo novo
Que não seja copiada
Ética e relevante

Que possa ser aplicada.

As novas idéias vêm
Algumas muito boas
Outras são complicadas
Algumas ficam a toa
Até que lhe aparece
Aquela idéia que voa.

O projeto de pesquisa
É uma importante etapa
Orgulhoso professor
Bota o aluno na chapa
Aquele que não fizer
Merece levar tapa.

E agora sem demora
Vem a fase da escolha
Chega a hora do projeto
Alguns parecem cebola
Outros seriam abacaxi
Mas nada de taparolha.

O projeto tem de tudo
Método e estatística
Termo e autorização
Mas a casuística
Faz o discente pensar
Querendo ser estadista.

O projeto possui partes
Escreve-se que dá dó
Todas são importantes
Que a cabeça dá um nó
Não fosse o orientador
Seria um forró bodó.

Depois de terminado
E com orientador
Fica tudo meio bom

Projeto diminui a dor
É muita ansiedade
Mas pouquíssimo andor.

O orientador sem pena
Parece um valentão
Exige que se conserte
Deixando o aluno na mão
Parece que tudo mexe
E deixa o aluno bobão.

O projeto termina
E vai aquela comissão
Analisa a ética
Deixa tudo no chão
Quando menos se espera
O aluno recebe não.

Quando o fato acontece
É chorar e ranger dentes,
Mas afinal que fazer?
Recomeçar valente
Para quando terminar
O aluno se sentir gente.

A comissão de ética
Faz nova avaliação
Parecem o satanás
Querendo uma  humilhação
Mas quando tá perfeito
Não podem recusar não.

Projeto assim aprovado
Começa com seleção
Díficil encontrar gente
Para participação
Quando o sujeito aparece
Está feita a seleção.

Os sujeitos ajudam

A pesquisa começou
Parece que todos andam
Ninguém ainda parou
O aluno fica aflito
Só Jesus que ajudou.

A fase da coleta
Mais parece um terror
Mas a pesquisa vai
Comanda o orientador
Todo mundo socorre
Até mesmo o computador.

Quando termina a coleta
Começa outra fase
Onde está o estatístico
Parece espaçonave
O aluno fala algo
O estatístico põe craze.

Os dados coletados
Ganham um tratamento
O discente maroto
Inicia o polimento
Aquele que não fizer
Parecerá um jumento.

O melhor está por vir
Ai começa a escrever
Mas tudo com cautela
O orientador quer ver
E o discente entrega
Agora é só com prazer.

O orientador quer ler
Com muita calma e cautela
A redação das linhas
Parece garranchela
De tanto o aluno pegar
Parece manivela.


O orientador sofre
Pensa com calma e tensão
Chama o aluno de lado
Para uma conversação
Explica-lhe de tudo
E pede reconstrução.

O aluno revoltado
Pensa logo em desistir
Mas é muito danado
Pára logo a refletir
Muda rápido o texto
Para ele poder partir.

O orientador aceita
O aluno fica feliz
Agora só falta a banca
Que deixa o aluno no triz
Sofrimento nunca acaba
Parece um chafariz.

Banca agora formada
Aluno no seu melhor
Começa a explicar tudo
Toda platéia com dó
A pesquisa foi boa
Mas a banca dá um nó.

O momento da defesa
Mais parece uma agonia
Aluno sabido e esperto
Leva na maior anarquia
Professores da banca
Não fazem zombaria.

Aluno vai pra berlinda
Começa a jogatina
Aluno responde tudo
Mas parece sabatina

É como dia de domingo
Com padre e sua batina.

A banca se reune
Todo mundo na tensão
Não se sabe ao certo
Pra que tanta confusão
O aluno fica nervoso
E o orientador com tesão.

Pais, colegas e irmãos
Os professores de curso
Sentam-se para ouvir
Quem parece urso
Todos ficam encantados
Com um lindo discurso.

Momento da grande nota
Aluno nervoso na hora
Orientador na tensão
Todos falam sem demora
Aluno com aflição
Mas o dia é de vitória.

A vitória foi bonita
Parece que terminou
O aluno quer descansar
Agora que começou
O professor lhe explica
Ele ainda não publicou.

Escreve o manuscrito
Com à dificuldade
Faz tudo muito difícil
Parece na faculdade
No final fica bonito
E acaba a crueldade.

A revista científica
Critica, processa e envia

O aluno muito carente
Aguarda com fidalguia
Depois de muito tempo
Um parecer resolvia.

Envia o manuscrito
Ninguém quer aceitar
Trabalho foi bonito
Mas falta finalizar
Quando menos espera
Aceita pra publicar.

Terminou esta etapa
Da sua pós-graduação
Aluno fica feliz
Orientador babão
Ninguém advinha ao certo
Quem fica com mais tesão.

Se você já deseja
Ser grande pesquisador
Este será seu destino
Enfrente sem temor
Levante sua cabeça
Faça isso por amor.

FICHA DO CORDEL

Nome: Vida de pesquisador.
Gênero: Educação.
Autor: Fabiano Timbó Barbosa.
Local: Maceió/AL.
Estrofes: 23 de seis versos.
Esquemas de rimas: sextilha aberta.
Data: 22/04/2012.

Observação: Cada verso possui sete sílabas poéticas. A separação silábica poética permite: não contar sílabas após a última tônica; duas vogais podem fundir-se formando uma sílaba poética; o ditongo pode ser separado; e o h mudo não conta como sílaba, mas como vogal. Exemplo: Era hora de adormecer = E/ raho/ ra/ dea/ dor/ me/ cer. O esquema das rimas (sextilha de rima aberta) significam que o 2º, 4º e o 6º versos rimam.


Homenagem a Linda Mascarenhas



Linda Mascarenhas nasceu em 14 de maior de 1895 e morreu em 9 de junho de 1991. Foi uma mulher que podemos considerar como sendo um "grande ser humano". Em 1944 auxiliou na fundação do  "Teatro de Amadores de Maceió" promovendo espetáculos teatrais importantes para a história do estado de Alagoas: O Mistério do Príncipe e o Herdeiro de Nabam. Também foi responsável pelo primeiro concurso de peças teatrais realizado em Alagoas. 

Linda é uma alagoana que serve de exemplo de dedicação ao estado de Alagoas. Assim como outros grandes nomes, ela dedicou sua vida para elevar o nome do nosso estado atuando principalmente no teatro.

Hoje, temos em Alagoas uma escola técnica situada na antiga reitoria (Praça Sinimbu) e curso na Universidade Federal de Alagoas. Precisamos dar continuidade ao esforço de Linda e seguir com a esperança de que teremos ótimos atores e professores nesta área. 



18 de setembro de 2012

Ser outra pessoa



De Zé Maria de Fortaleza,

...

Chega a moral de história
Como bem podemos ver
Que ninguém se satisfaz
Com o que consegue ser
Quando um chora para subir,
Outro pede para descer

Cada ser tem sua origem
No céu, na Terra ou no Mar.
A lei de Deus é quem bota
Cada um em seu lugar.
E o poder da natureza
Ninguém pode ultrapassar.

...

Estes versos fazem parte de um cordel infantil escrito por Zé Maria. Abordam o ser e cada um de forma que a criança mais ou menos entenda que "Cada um é como cada um" e que todos desejam ser outra coisa ou pessoa em algum momento da vida. É interessante como isso ocorre também com muitos na vida adulta "não gostar de ser quem é" ou "querer ser diferente".

Não gostar de ser quem você é deve ser uma coisa muito íntima e individual. Qual o motivo para você estar neste dilema? Não há nem como outros te ajudarem só você mesmo para elucidar as questões que incomodam.

Ser diferente não precisa fazer plástica de face e se transformar em outrem, mas precisa que o indivíduo mude seu pensamento ou seu espírito e seja diferente como pessoa. O primeiro e mais difícil passo é o da decisão é o querer mudar sob algum aspecto do seu cerne. A resistência ocorre as mudanças que são permanentes. É incrível como as mudanças sacodem com as pessoas! Mudar de endereço, mudar de marido, mudar de emprego, etc. Muitos preferem ser infelizes e permanecem imutáveis. Mudança também não implica dinheiro em todos os casos, não é verdade?!

A comparação ajuda na evolução. As pessoas deveriam comparar na forma da contradição filosófica. Não se assuste. Não é difícil. Você já ouviu isso: "ser ou não ser, eis a questão?"

A contradição não é bem x mal, feio x bonito, etc. A contradição verdadeira deve ser o bem x não bem, o feio x o não feio, etc. então seria O José x O não José, pois, o não José pode ser o que você não deseja ser ou até mesmo, surpreendentemente, o que o José poderia ser melhor. A comparação consigo é muito melhor do que com outras pessoas. Já pensou: Timbó x T. Cruise, nossa! 

O dilema filosófico  "conhece-te a ti mesmo" ainda é o maior desafio da humanidade e continua de pé. Você parou para se conhecer um pouco?

Eu sou infezado o tempo todo, exigente, chato, crítico, não sei falar com educação com as pessoas, às vezes quero impor meus conceitos aos colegas, sou poeta de cordel, sou um professor que não consegue deixar o aluno respirar querendo lhe impor muito conhecimento ao mesmo tempo, etc.

E você?

Pense nisso.

12 de setembro de 2012

Nem Tudo É o Que Parece



É incrível como nós assumimos suposições como verdades absolutas sem questionar o que de fato possa estar por trás dos fatos ou das informações. Um jornal televisivo da Globo informou o seguinte: "O PARTO NORMAL PERMITE QUE O NASCITURO TENHA UM MAIOR DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL AO LONGO DE SUA VIDA". Ao meu ver foi uma informação bombástica porque nem todo mundo pode nascer de parto normal e ainda estaria condenado a ser oligoide, burro, imbecíl, etc, pelo resto da vida devido a uma escolha que nem foi sua e sim do obstetra da mãe. 

Que fiz eu?
Resolvi investigar melhor esta informação.

Achei!

Li-a!

A PESQUISA FOI REALIZADA COM RATOS. PASMEM. COM RATOS. Seria um rato igual ao ser humano ou resultado de pesquisa é tudo igual? Para que serve pesquisa deste tipo? A pesquisa com animais é um passo inicial na busca das respostas aos seres humanos e NUNCA, JAMAIS,  poderíamos extrapolar os resultados dos ratos aos seres humanos. Rato é rato. Se pesquisa fosse tudo igual faríamos tudo em animais. 

É por causa desta e de outras que fica fácil de "informar" os brasileiros. Os jornais a informação passam a informação por desconhecimento da filosofia envolvida na pesquisa, os pesquisadores divulgam para os jornais porque precisa passar adiante sua informação e o espectador acredita sem nem saber porque está acreditando. E assim continua a criação de mitos no cotidiano.

Mas, ...
Um dia, quem sabe, pode ser que a iluminação divina chegue ... Mesmo que a poucos. O pior é permanecer assim todo mundo sem luz. A escuridão da ignorância trás segurança e a incerteza do novo trás a dúvida. 

Recomendo a leitura do livro ESTATÍSTICA NO EXCEL PARA LEIGOS. Isso ajudaria todos a sermos melhores consumidores da informação.

8 de setembro de 2012

5 de setembro de 2012

Como é bom ser criança

Esta é uma homenagem ao meu amigo anestesiologista do Hospital Geral do Estado de Alagoas, Márcio Palmeira.